Manha de sábado.
Tenho medo de abrir os olhos.
E sobre eles pesam minha raça.
E esse peso força, sem dor,
Mas dilacera,
Cada parte vil que a visão reflete
Cada comando bruto de substancia em mim.
“Como se já morta, desenhasse a mortalha,
E deixasse sair com visões de humanidade
Por esses meus olhos toda ambigüidade
Em água e sal ,as belezas de um canalha.
E á aceitar que por mais que a alma dance,
Ver despontar além da normal fúria
Um animal cruel que em mim descanse
A voz subversiva da luxuria.”
“Ao Homem o que é humano.”
Pensei ao acordar.
Manha de sábado, tenho medo de abrir os olhos.
M. Milza
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