segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Descendo a Serra

Descendo a serra de Ubatuba e aquele cheiro de mato molhado... Cheiro de infância, cheiro de tamo chegando, de tomara que não chova dessa vez, de será que a gente vai na praia do Léo?, de pastel de camarão, de porção de peixe, de sanduíche de pasta de atum, de empinar pipa e cair num buraco/armadilha que uns japoneses fizeram e segurar o choro pra não passar vergonha, de sal no corpo e sabonete com areia, de tatuagem de hena (é assim que escreve?),
de Rider rosa, do riachinho que passava atras da casa do Vô e que agora é de um estranho, de uns caranguejos enormes azuis que tinha lá e de casa fechada quando a gente chegava, de café com leite na caneca de plástico, de medo quando a gente se perde na praia cheia, de protetor solar, de lagrima quando ele caia no olho, de repelente de insetos, do sorvete de coco do Rocha, de frango crocante e suco de laranja do Refúgio da Louca, do aquário e das tartarugas gigantes do Projeto Tamar, de brincar o dia inteiro com os primos e, de noite, apagar no colo do papai, da mamãe, do vovô ou da vovó. Não dá pra matar a saudade de tudo isso, mas e dai? To indo pra Ubatuba... Tomara que não chova dessa vez.


Bjo
M.


Dia 09/10/10


Adivinha? Choveu...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tem duas folhas na minha frente; uma em branco que tô olhando já há algum tempo querendo colocar alguma coisa, alguma frase(...) que pudesse me aliviar um pouco, e outra com a matéria da prova de amanhã. Me disseram que é muito fácil "escrever", que é só deixar no papel a primeira coisa que vier à cabeça e que não precisa ser bonito. Não consegui. Devo ter algum bloqueio, sei lá, ou talvez seja falta de leitura mesmo (aí cai naquela velha história, aquela frustração -em comum- SANÁVEL, mas que, mesmo incomodando, não mudo). Também não consegui fazer útil a segunda folha, da matéria, que é onde minha cabeça deveria estar agora. Na verdade minha cabeça deveria estar no travesseiro, porque já é tarde. Tá. Que cada gota da chuva preencha um pouco o vazio, a distância.. e a dor. Mas não deixa ir embora o que não é pra ir, por favor. Não deixa ir embora o que eu não pedir.

L.