Eternos dias de convivência fraca, de frases pra ocupar espaços vagos.
O treino constante de palavras, nessa sociedade pacificamente inerte.
A idéia, marketing. A palavra, status.
Quando se quebra todo o conceito, perde-se o rumo.
De tantas idéias perdeu-se a forma.
“O homem é seus atos” o que tenho sido?
Olhares não me dizem, palavras não me convencem.
a própria critica tornou-se alvo, a diferença tornou-se venda, um esquema de felicidade inalcançável.
(Talvez seja só felicidade.).
Sinceridade não; tudo um jogo.
Eternamente grata por ser estúpida.
Minhas palavras já não são. Já não me bastam.
A presença humana a certo me incomoda.
não tem importância; Porque ninguém me lê, ninguém me sabe.
Não, eu não sou infeliz, pois não acredito na felicidade.
Só estou aqui. Minha presença: “uma infinidade de hojes”.
E estarei aqui mesmo na hora do meu descanso, em cada pessoa em que eu já existi!
Mesmo naquelas em que fiz questão de não estar mais.
Esse bicho estranho me comove, me enoja, olho indiferente.
Sabendo ser igual.
Que se preocupa mais com autodefinição .
Que não se vê, não se vive.
A vida já acabou em nós há tanto tempo...
De todos os dias o que resta? que esse instante te lembra, qual é a diferença?
Não, não sou pessimista, realista, nem nenhum, absolutamente nenhum adjetivo.
Minha língua não me conhece!
Teatrinho de convivência...
Conveniência.
Absolutamente, não penso com objetividade.
(...).
A minha vida passou.
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A minha vida passou.
Milza
2006.