quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lost and Found

"Sometimes people can go missing right before our very eyes. Sometimes people discover you, even though they've been looking at you te entire time. Sometimes, we lose sight of ourselves when we're not paying enough attention.

We all get lost in a while, sometimes by choice, sometimes due to forces beyond our control. When we learn what it is our soul needs to learn, the path presents itself. Sometimes we see the way out but wander farther and deeper despite ourselves; the fear, the anger, or the sadness preventing us from returning. Sometimes we prefer to be lost and wandering;sometimes it's easier. Sometimes we find our own way out. But, regardless, always, we are found."

By Cecilia Ahern in the novel "There's no place like Here"


M.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Monólogo

Posso ouvir... Sei que ela chega logo...
Chegou!
Um som tenebre canta a Morte.
Por que me chamas, Maldita Senhora,
para me juntar a tão triste dança?
Mas não te preocupes, hoje tens sorte
não lutarei a minha chegada hora
Que o peso dos meus olhos já me cansa.
Olhos de vermelho, olhos que lhe clamam:
"Me leva dessa vida de monólogo!"
E, não mais que de repente,
o gosto de sangue cessa.


M.

Adaptado com as melhores partes da poesia original, bem ruinzinha, escrita há alguns anos. Hoje percebo que não é uma boa ideia estudar a segunda geração do romantismo com 16 anos.
lembrete:

E você nasceu pra ser só.
Tentando e tentando
Você precisa de uma nova forma de amar.
Transformar toda a tua calma num redemoinho,
De garganta presa,
Teus dedos mal se mexem.
E eu sou aquele monstro que todo mundo repetiu.
Obrigada por ele,
E você já não o tem mais.
Obrigada por esse coração que ainda dói.
E mais e mais.
Que ainda dói.
Quando eu respiro.
Mas eu não consigo ser diferente.
Calar diferente.
Eu também queria entender,
Se consiste somente em fazer o certo.
E o cerco mais forte,
Pressiona mais meu peito,
Mais forte.
Essa escuridão somente,
Não tenho meu pulso firme,
Meu cariño, meu cariño.
Eu não sei escrever poesia.
Eu não quero escrever poesia.
Daria os meus risos e minhas tardes
Por um modo de te fazer feliz.
Mas eu só posso ser isso.
Dormir encolhida até passar.
essa história passar.

Prendo o maxilar.
Merda de texto.
Merda de semana.


M. Milza.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Três tragos.
E um nó na garganta.
O pano da rede e o suor. Você não precisa de mais ninguém, a voz repetia.
Deus é um delírio.
Alice seguia o repetido curso todos os dias, a casa: o caminho certo. Um sorriso cá. E se percebeu fumando as pontas do cigarro da empregada.
Três tragos, somente três tragos. Que a história é curta.
A inocência nunca abandonará as meninas. Nenhuma delas. Ainda que felinas, ainda que ardentes.
A cidade, sempre acesa, o silencio permite que a voz lhe tome a consciência.
Era uma outra pessoa. Que lhe ordenava arrastar os móveis, e se incomodar com os sapatos na sala.
Todos os amores lhe foram cegos, intensos, e findos.
E a noite, maravilhada com o movimento da grama, ela vai perambulando com seus passinhos que parecem ser ela por inteiro, pelas calçadas.
O mundo deveria ser maior. E o sonho, os sonhos... O que era ela além de sonhos e uma blusa encardida?
O trabalho, o cinza engordurado dos becos, as relações entulhadas nos cantos. Isso.
Arrasta os móveis. Cala essa boca confusa. Ia pensado.
As tuas frases não se completam, os teus dias não se completam.
E logo mais a morte. À Achava engraçada e amarelada. Divertida de dar gosto. Ria do insensato.
Ria da tristeza.
E a ausência lhe faria fumar todos os cigarros do mundo.
Divertir-se e historiar-se, era assim que conseguia sentir-se diferente. Escrevendo-se pelos muros, e estando em todos os cantos.
Não há ninguém a nos assistir a vida, ou que nos assista com olhos tão ferventes como os nossos.
Ver-se de dentro. Ver-se por dentro. E imaginar o que as pequenas ações vão criando, por fora.
Todo olhar, e expectativa, todas as relações sociais estabelecidas em cima da questão do outro. Olhando para fora, imaginando como nos vêem. Cada persona que se cria. Das máscaras que se troca com o tempo.
Dispenso. Olhando o céu nublado pela ponta da janela.
Dispenso.
E parecia amargurada.
Ela tinha uma amiga, e ela a entendia. Sobre esse assunto isso basta.
E algumas centenas dela mesma, que iam guiando no escuro a alma pelo corpo afora.
Uma pessoa boa e ruim, extremamente ruim.
Outro alguém, quem sabe hoje embaixo de uma mangueira, brincando de ser pó.
Pois era das brincadeiras que gostava.
Sobreviver às manhas. Na programação das tvs. E observar o sol.
O calor das cidades é insuportável! Os anúncios, o modo imbecil como as pessoas correm... Os animais mortos.
De todo este cimento, só se salvam as luzes. Pensou, já do outro lado da rua, comprando um sei lá o que comprável. Alice de fato adorava luzes.
E nesse dia, o mais comum dos dias cor de estanho, se apaixonou.
Foi de maneira rápida, um olhar que lhe entrara como lagrimas pelos olhos, esfriando a garganta, esquentando o peito.
Você sonha demais! E a realidade foi tornando as pernas rápidas, como a dos imbecis.
Amava ler, mas nunca escrevera um único bilhete. Ia transbordar, ia derramar-se em páginas e mais páginas, ferozes e sem propósito, e daí a idéia do medo de se sentir vazia.
Somos inconstantes -dizia e observava os olhos que a perturbavam- nocivos e inseguros. Há somente essa busca incessante, o desconforto de existir, somente.
Eu minto, eu fujo, eu não sou uma boa pessoa, pois sou por completo incapaz da felicidade. A dos comercias de margarina.
E se assim dizia, era por sentir-se acompanhada, como em um Alcoólicos Anônimos, no mundo das más pessoas, dos eternamente acometidos pelo “elemento fantástico prejudicial”.
Continua caminhando. Alguém esbarra. A musica, as pupilas, um toque leve na mão, e sentiu que se não o tivesse se dissolveria em borboletas, ou morreria de inanição.
Daí tiveram-se, e jamais.
E grande quantidade de letras para o fato se fará inútil. Agora hora do banho, depois da morte.E a sua paixão, pelos sentidos que desconhecemos, com o por dos sóis, desfez-se. Tornou-se um não mais.
E a menina, uma única tristeza.
Sofrer, amar, ser romântica, ainda que declaradamente tolo, e nada moderno, fez dela porto principal.
“Tudo acontece, menina, e não é importante, menina. E nada, fica nos teus olhos.”
E o fogo consumiu os dedos e os cabelos.
Que não importavam.
As sombras da varanda na parede, os acontecimentos dos últimos dias deixando os passos mais firmes.
Andando pela rua, como no Ascensor. Mas não chovia.
Queimava. Ainda queima.
As coisas dispostas como propositalmente pela casa, e ia jogando álcool. Ia chorando algo, e sufocando o choro no travesseiro. Assim se queima mais fácil.
É só respirar, pensando. Só respirar e a solidão lhe será confortável.
E lhe perguntaram por quê... A minha alma tem crescido demais.
Apaga essa luz.
Vai prendendo os dentes. Apertando a cabeça.
Apaga essa luz... Pra quando clarear, eu fingir que sou folha branca.
As mascaras sim, sempre grudam no rosto, leu outra vez. Eu sou amável. Eu sou só. Cantarolando e salivando o travesseiro. Eu sou amável e não compreendo um único instante. Meus dedos tremem, e já não sou a mesma.
Imaginou que se o outro lhe ouve-se procurado, diria simples e claro, para sumir, ser ausência... Mas era tarde para comentários a respeito do amor.
Eu somente padeço das dores que escolho. Ora escolho as mais bonitas, ora escolho as mais mesquinhas.
E de tanto se forjar acreditou. De insistir que era feliz.
Eu sou feliz.
E as coisas passam como as pessoas em seus carros, e suas um milhão de preocupações.
As coisas passam, e nas lapides não cabe mais que um trecho.
Eu não sou importante, quão mais a tua ligação.
Não adiantaria criar tantos detalhes de si mesma. Gostos e desgostos, para sentir-se diferente.
Se fosse abraçada choraria como quem enterra um filho.
Silencio... Silencio. Mastigue-se.
Pensando. Ainda no quarto.
As noites de inverno têm uma beleza surreal, as nuvens um rosa Walt Disney, e os namorados tão patéticos quanto.
Ah, o inverno, lhe trazia sensações tão ruins quanto às brigas dos pais.
E fez de fechar as janelas, depois de ver um filme...
É bem simples.
Quero ir pra casa, pois não me sinto bem. Mas não sei ao certo onde fica.
Os cigarros me trazem mais câncer do que calma. Os amores me trazem mais câncer do que calma.
Preciso de um banho; Estomago embrulhado.
Tudo isso por ouvir um não. Eu tenho me mimado demais. E tentava dormir, fazendo carinho nos cabelos.
“Uns tomam éter, outros cocaína” pena Manuel bandeira não estar aqui para um chá, já que também não danço.
E o sono se tornando sonho, Há de ir se tornando um outro dia, assim que clarear.
Dos incêndios restam as cinzas.
E das cinzas surgirão desenhos com os dedos, como na infância.
É preciso queimar, é preciso dançar esta dança, Fechando os olhos, até para que valham prendendo o choro, todas as lembranças.


ao som de CocoRosie, Terrible Angels, quinta feira,
e que venha o fim de semana.
M. Milza.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

And then she just stopped crying cos everyone knows that crying won't solve any damn thing. And... When you don't cry it's easier to be successful pretending that nothing is wrong, what is very useful to avoid questions about the origins of such sadness and uneasiness. The problem being that she simply didn't know how to answer those questions not even to herself so how could she be able to answer them to any other person. The only result anyone would be able to get from the answering (of those questions) would be a lie (a completely made up story of miserable life, the easiest way of getting rid of inconvenient questioners) or the unsuccessful attempt of the questioner to explain to her why She was sad.
Therefore, she just stopped crying. Except maybe for when watching films... Man! those romantic comedies just killed her sobbing.



Sorry for the English. Too many sitcoms maybe...
M.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A coisa mais linda da minha vida

"(...)
O fear not in a world like this,
And thou shalt know erelong,
Know how sublime a thing it is
To suffer and be strong."

É um conjunto de técnicas que a gente vai aprendendo a criar - e lidar - que permite que o que não é bem vindo aos olhos e à alma (diga-se, à calma), permaneça-nos indistinto. É uma camuflagem, isso (está ali, mas não se vê). Camuflar o sentir, porque às vezes vale a pena.

L.

domingo, 5 de setembro de 2010

Manha de sábado.
Tenho medo de abrir os olhos.
E sobre eles pesam minha raça.
E esse peso força, sem dor,
Mas dilacera,
Cada parte vil que a visão reflete
Cada comando bruto de substancia em mim.
“Como se já morta, desenhasse a mortalha,
E deixasse sair com visões de humanidade
Por esses meus olhos toda ambigüidade
Em água e sal ,as belezas de um canalha.
E á aceitar que por mais que a alma dance,
Ver despontar além da normal fúria
Um animal cruel que em mim descanse
A voz subversiva da luxuria.”
“Ao Homem o que é humano.”
Pensei ao acordar.
Manha de sábado, tenho medo de abrir os olhos.


M. Milza

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Anos luz,
Mais relógios que tempo.
Comunicação à assunto.
Mais barreiras que vento.
O mundo
já foi
descoberto.
Anos luz,
Há dinheiro nos bolsos
E nos sentimentos.
Rapidez, fluidez
Que importa o depois
Se o auge
é
momento.
Anos luz,
Estúpido clarão
Cegueira
e
tormento.



M.Milza