Eternos dias de convivência fraca, de frases pra ocupar espaços vagos.
O treino constante de palavras, nessa sociedade pacificamente inerte.
A idéia, marketing. A palavra, status.
Quando se quebra todo o conceito, perde-se o rumo.
De tantas idéias perdeu-se a forma.
“O homem é seus atos” o que tenho sido?
Olhares não me dizem, palavras não me convencem.
a própria critica tornou-se alvo, a diferença tornou-se venda, um esquema de felicidade inalcançável.
(Talvez seja só felicidade.).
Sinceridade não; tudo um jogo.
Eternamente grata por ser estúpida.
Minhas palavras já não são. Já não me bastam.
A presença humana a certo me incomoda.
não tem importância; Porque ninguém me lê, ninguém me sabe.
Não, eu não sou infeliz, pois não acredito na felicidade.
Só estou aqui. Minha presença: “uma infinidade de hojes”.
E estarei aqui mesmo na hora do meu descanso, em cada pessoa em que eu já existi!
Mesmo naquelas em que fiz questão de não estar mais.
Esse bicho estranho me comove, me enoja, olho indiferente.
Sabendo ser igual.
Que se preocupa mais com autodefinição .
Que não se vê, não se vive.
A vida já acabou em nós há tanto tempo...
De todos os dias o que resta? que esse instante te lembra, qual é a diferença?
Não, não sou pessimista, realista, nem nenhum, absolutamente nenhum adjetivo.
Minha língua não me conhece!
Teatrinho de convivência...
Conveniência.
Absolutamente, não penso com objetividade.
(...).
A minha vida passou.
.
.
A minha vida passou.
Milza
2006.
quinta-feira, 17 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Como e perversa a juventude do meu coraçao
possuir um sentido é calar.
tao emarranhada dessas historias.
Dessas pequenas tristezas
Mas o fato, o fato em si nunca e triste,
e fato somente,
e e isso que sou,
nem bom nem ruim, a chuva continua, a
ida continua
indo.
as lagrimas o vidro as maes,
sao palavras sendo em mim, e sabe
nao importa,
ou importa tanto que o silencio basta.
eu te daria a mao la , pra te mostrar que entendo tanto,
mas e sozinhas que deveremos lembrar
e rir
de tudo
isso.
marianaMilza, em dia chuvoso, e sem acentos.
tao emarranhada dessas historias.
Dessas pequenas tristezas
Mas o fato, o fato em si nunca e triste,
e fato somente,
e e isso que sou,
nem bom nem ruim, a chuva continua, a
ida continua
indo.
as lagrimas o vidro as maes,
sao palavras sendo em mim, e sabe
nao importa,
ou importa tanto que o silencio basta.
eu te daria a mao la , pra te mostrar que entendo tanto,
mas e sozinhas que deveremos lembrar
e rir
de tudo
isso.
marianaMilza, em dia chuvoso, e sem acentos.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Tudo contra o carnaval!

Me desculpem os brasileiros ufanistas mas eu odeio o carnaval. Abrupto assim. Direto ao ponto... Não odeio o feriado, odiar um feriado é blasfêmia, mas o carnaval em si.
É uma obrigatoriedade de ser feliz, de se exaltar, de transbordar, de esquecer (des)gostos, de ultrapassar todos os limites, de amar axé e funk e problema seu se não amar, vai ter que ouvir mesmo assim, vai ter que engolir.
É obrigatório achar linda essa imagem de que o melhor do Brasil é um monte de mulatas rebolando seminuas. Nada contra mulatas, nada contra pessoas que rebolam, nada contra seminus. Tudo contra a imagem de que isso é tudo que o Brasil tem a oferecer. Não é a toa que a imagem do Brasil lá fora se resume a: sol, praia, futebol, carnaval e (muitas)bundas, não necessariamente nesta ordem.
Tudo contra o carnaval!Pelo menos ao de hoje. Quem sabe no próximo já não sou mais... eu.
Como sempre, desculpem o mau humor... é que é carnaval.
M.
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