Oi! Depois de muito tempo vim colocar o primeiro post do ano. A propósito, feliz ano novo! Estamos quase no carnaval, mas ok. Queria ter escrito algo melhor e mais, digamos, feliz. Mas...
Enfim.
Vai, pode se render. Desprenda-se desse casco que te envolve e serve de escudo e que te protege do meu.
Por medo ou algum motivo que talvez eu desconheça, você se refez. Mas não esperou o ponteiro dar uma volta completa, não esperou a areia completar a parte debaixo da ampulheta, não esperou a música acabar, não esperou sequer o sol nascer.
Eu, assustada, me esquivei.
Vi em segundos, e sufocada, meu mundo cair bem ali na minha frente - e isso sempre repudiei tanto! ninguém pode ser o mundo de uma pessoa, senão quando esse alguém vai embora, seu mundo (não gosto desse termo) tambem vai. E na tentativa de me resgatar, agarrei o primeiro apoio que eu tinha, e você nem sabe. Apoio pra mim e ferida pra você, daquelas que ardem a alma. Eu sei, senti isso e não tem muito tempo.
Você matou um pouco o que era tão grande. Depois também matei, e não era o que eu queria, não é o que eu quero, você sabe! Você tem minha verdade. E eu, saudade. Que aperta e eu não posso fazer nada. Você não existe mais, é só saudade de um sonho.
Então olho pra cima e deixo um desejo com a estrela cadente que passa. Ah, era só um avião. Mas a gente pode fingir, não pode?
L.
^^
ResponderExcluir